Com algum atraso da minha parte, felicito-me pelo facto das urgências pediátricas permanecerem abertas 24h por dia.
Agora, curiosa, esta dança de diz hoje uma coisa, amanhã outra.
Já não basta de incertezas?
E imaginemos, todos nós, como será viver no interior deste nosso país, em que os centros de saúde fecham, os hospitais se não fecham para lá caminham. Nós aqui tão perto de Lisboa revoltámo-nos (e bem), os outros que vivem fora dos grandes centros urbanos há muito que sentem isto na pele.
É revoltante.
Este País é uma anedota (de muito mau gosto)
Na passada 4ªfeira, a minha mãe disse-me: Olha que as urgências pediátricas do hospital (do Barreiro) vão fechar, acho que é só à noite, mas tu vê lá isso.
Pensei: belo, mas que belo, mais uma contenção de despesas, a juntar à das escolas que vão "puff" desaparecer por esse País fora em que as crianças já não abundam. Portanto, se já há uma paisagem deserta de gente e de sangue novo, para quê manter lá as escolas? Mas, o Barreiro não é interior, está mesmo aqui pertinho de Lisboa!! é pá! o que é isto? Pronto, agora o pessoal do interior já não pode falar em discriminação, lá lixaram mais um argumento ao povo.
Mas expliquem-me, expliquem-me: os nossos governantes querem que emigremos? Estão fartos de nós, coitadinhos!!! e aqui o povinho a queixar-se. Qual escolas, qual saúde, qual urgências (...) o povinho ou baza ou então mora todo juntinho para que não haja assim tantas escolas com poucas criancinhas e hospitais com poucos doentinhos... não pode ser, os senhores professores e os senhores doutores é que não querem fazer nada, dá-lhes jeito estarem lá no cú de judas ou em locais com uma população saudável q.b.. Desculpem, não pode ser.
Pensei: belo, mas que belo, mais uma contenção de despesas, a juntar à das escolas que vão "puff" desaparecer por esse País fora em que as crianças já não abundam. Portanto, se já há uma paisagem deserta de gente e de sangue novo, para quê manter lá as escolas? Mas, o Barreiro não é interior, está mesmo aqui pertinho de Lisboa!! é pá! o que é isto? Pronto, agora o pessoal do interior já não pode falar em discriminação, lá lixaram mais um argumento ao povo.
Mas expliquem-me, expliquem-me: os nossos governantes querem que emigremos? Estão fartos de nós, coitadinhos!!! e aqui o povinho a queixar-se. Qual escolas, qual saúde, qual urgências (...) o povinho ou baza ou então mora todo juntinho para que não haja assim tantas escolas com poucas criancinhas e hospitais com poucos doentinhos... não pode ser, os senhores professores e os senhores doutores é que não querem fazer nada, dá-lhes jeito estarem lá no cú de judas ou em locais com uma população saudável q.b.. Desculpem, não pode ser.
1 de Junho, Dia da Criança
Publicada por
MJL
on terça-feira, 1 de junho de 2010
/
Etiquetas:
De mal com o mundo
/
Comments: (0)
Hoje celebra-se o dia da criança.
Lamentavelmente muitas crianças não saberão que há um dia a elas dedicado.
Muitas trabalham de sol a sol, em fábricas, no campo, a mendigar, a prostituírem-se, a cometerem pequenos (ou grandes) delitos para alguma outra pessoa, seguramente um adulto, que possivelmente terá filhos.
Quem não conhece (ou já ouviu falar) pelo menos uma criança que foi/é negligenciada, maltratada, abandonada?
Vivemos num país em que as crianças (com menos sorte) são abandonadas em instituições da responsabilidade do Estado (que bem ou mal) as acolhe, por anos e anos, sem planos de inserção em novas famílias que as amem como merecem. Na nossa lei, a família prevalece sobre os direitos das crianças e jovens.
Enquanto esta situação não acabar, enquanto existirem crianças por adoptar, crianças a sofrer sem o apoio daqueles que as devem proteger e amar, à mercê de um Estado cego que respeita a lei mas não os seus direitos, enquanto esta situação não acabar, ninguém, ninguém pode dormir descansado.
Enquanto os nossos filhos dormem com a barriga saciada e o coração cheio, outras crianças vivem o oposto, pesadelos que não queremos conhecer (sob o risco de ensandecer).
Mas e nós, eu, tu, quem somos, senão o Estado?
Lamentavelmente muitas crianças não saberão que há um dia a elas dedicado.
Muitas trabalham de sol a sol, em fábricas, no campo, a mendigar, a prostituírem-se, a cometerem pequenos (ou grandes) delitos para alguma outra pessoa, seguramente um adulto, que possivelmente terá filhos.
Quem não conhece (ou já ouviu falar) pelo menos uma criança que foi/é negligenciada, maltratada, abandonada?
Vivemos num país em que as crianças (com menos sorte) são abandonadas em instituições da responsabilidade do Estado (que bem ou mal) as acolhe, por anos e anos, sem planos de inserção em novas famílias que as amem como merecem. Na nossa lei, a família prevalece sobre os direitos das crianças e jovens.
Enquanto esta situação não acabar, enquanto existirem crianças por adoptar, crianças a sofrer sem o apoio daqueles que as devem proteger e amar, à mercê de um Estado cego que respeita a lei mas não os seus direitos, enquanto esta situação não acabar, ninguém, ninguém pode dormir descansado.
Enquanto os nossos filhos dormem com a barriga saciada e o coração cheio, outras crianças vivem o oposto, pesadelos que não queremos conhecer (sob o risco de ensandecer).
Mas e nós, eu, tu, quem somos, senão o Estado?
Fim-de-semana
Ultimamente, todos os fins-de-semana o P. tem uma festinha de anos. Hoje, para não variar, está numa dessas festinhas. O pai levou-o. Já me ligou, está tudo bem, vão agora fazer uma pizza (que o P. não irá comer, se bem o conheço).
Eu acabei de ver, há pouco, um episódio de Glee e adorei, as vozes são maravilhosas, as canções conhecidas. Um merecido momento de relax.
Entretanto, o J., que resiste às sestas quando o irmão está em casa, está a dormir há mais de hora e meia.
Eu, que tenho de despachar um relatório ainda hoje, para o imprimir amanhã, para uma reunião 2ªf logo cedo, aqui estou a escrever no meu blog, e a pensar: há coisa melhor que esta vidinha?
Haver, haver até deve haver, mas é com esta que quero ficar.
MAS:
daqui a pouco, o J. acorda, rabujento porque não costuma dormir tanto, e quando assim é fica com um feitiozinho lixado, e o P. irrompe pela porta aos pulos e saltos pronto para mais animação e/ou vem amuado porque a festa acabou cedo demais e pronto para mais uma birrita ou duas. Nessa altura (e só nessa altura), retiro a afirmação anterior, ok?
PS: como o J. está a dormir há tanto tempo e já estou farta deste silêncio vou ali ver se está tudo bem com ele, o intercomunicador está ligado mas...
Eu acabei de ver, há pouco, um episódio de Glee e adorei, as vozes são maravilhosas, as canções conhecidas. Um merecido momento de relax.
Entretanto, o J., que resiste às sestas quando o irmão está em casa, está a dormir há mais de hora e meia.
Eu, que tenho de despachar um relatório ainda hoje, para o imprimir amanhã, para uma reunião 2ªf logo cedo, aqui estou a escrever no meu blog, e a pensar: há coisa melhor que esta vidinha?
Haver, haver até deve haver, mas é com esta que quero ficar.
MAS:
daqui a pouco, o J. acorda, rabujento porque não costuma dormir tanto, e quando assim é fica com um feitiozinho lixado, e o P. irrompe pela porta aos pulos e saltos pronto para mais animação e/ou vem amuado porque a festa acabou cedo demais e pronto para mais uma birrita ou duas. Nessa altura (e só nessa altura), retiro a afirmação anterior, ok?
PS: como o J. está a dormir há tanto tempo e já estou farta deste silêncio vou ali ver se está tudo bem com ele, o intercomunicador está ligado mas...
Um dia destes
Publicada por
MJL
on sexta-feira, 28 de maio de 2010
/
Etiquetas:
Estado de espírito
/
Comments: (0)
E quando a vida nos ensina que aquilo que temos é a verdadeira felicidade?
E quando vemos que os planos não correram de acordo com o definido e, por algum acaso, as coisas acabaram por correr bem?
E quando nos sentimos sós?
E quando o nosso coração salta no nosso peito ao som daquela música (e tu não estás aqui)?
E quando o vento que bate no nosso rosto, e o sol que nos encandeia, deixarem de se fazer sentir?
E quando nos sentimos arrebatados pelo frenesim em que vivemos e aquilo que mais queremos é ter tempo para as pessoas importantes?
E quando os amigos verdadeiros, aqueles com quem chorámos, rimos, nos embebedámos, que sabem os nossos segredos, estão longe? E quando sentimos a falta deles?
E quando sabemos que o dia de hoje pode ser o último, não o nosso último (necessariamente), mas o último de alguém, o último de alguma coisa?
O grito teme em soltar-se, a loucura invade cada célula, o corpo vibra. Correr, correr até alcançar aquilo que não existe. Saltar no vazio, a sensação de queda que nos faz acordar.
Acordamos e esquecemos isto tudo, fica lá atrás num cantinho da nossa memória, até um dia destes (...)
[agora completem a história]
E quando vemos que os planos não correram de acordo com o definido e, por algum acaso, as coisas acabaram por correr bem?
E quando nos sentimos sós?
E quando o nosso coração salta no nosso peito ao som daquela música (e tu não estás aqui)?
E quando o vento que bate no nosso rosto, e o sol que nos encandeia, deixarem de se fazer sentir?
E quando nos sentimos arrebatados pelo frenesim em que vivemos e aquilo que mais queremos é ter tempo para as pessoas importantes?
E quando os amigos verdadeiros, aqueles com quem chorámos, rimos, nos embebedámos, que sabem os nossos segredos, estão longe? E quando sentimos a falta deles?
E quando sabemos que o dia de hoje pode ser o último, não o nosso último (necessariamente), mas o último de alguém, o último de alguma coisa?
O grito teme em soltar-se, a loucura invade cada célula, o corpo vibra. Correr, correr até alcançar aquilo que não existe. Saltar no vazio, a sensação de queda que nos faz acordar.
Acordamos e esquecemos isto tudo, fica lá atrás num cantinho da nossa memória, até um dia destes (...)
[agora completem a história]
Banalidades
PUTA de vida
Estou dormente, anestesiada. Ora choro, ou esqueço o assunto.
Tentamos não centrar as nossas conversas no assunto, mas está a torna-se difícil.
Hoje foi dia de consulta. Consulta da minha mãe.
Telefonei-lhe e 'a médica diz que a coisa está complicada'.
Vim a conduzir e a pensar 'Puta de vida, puta de vida'.
Quando nos encontrámos cá em casa, chorou um pouco, disse-me que tinha medo, eu tentei ser forte. Abracei-a forte, muito forte.
Nesta consulta, a médica voltou a falar na possível necessidade de uma espécie de quimioterapia (com muitos efeitos secundários), e falou em algo que eu já sabia, mas que a minha mãe não sabia, no transplante de pulmão. E, novamente, repeti até ao infinito 'Puta de vida, puta de vida'.
Para o mês que vem nova consulta, quero lá estar, ouvir a médica, fazer perguntas.
Tentamos não centrar as nossas conversas no assunto, mas está a torna-se difícil.
Hoje foi dia de consulta. Consulta da minha mãe.
Telefonei-lhe e 'a médica diz que a coisa está complicada'.
Vim a conduzir e a pensar 'Puta de vida, puta de vida'.
Quando nos encontrámos cá em casa, chorou um pouco, disse-me que tinha medo, eu tentei ser forte. Abracei-a forte, muito forte.
Nesta consulta, a médica voltou a falar na possível necessidade de uma espécie de quimioterapia (com muitos efeitos secundários), e falou em algo que eu já sabia, mas que a minha mãe não sabia, no transplante de pulmão. E, novamente, repeti até ao infinito 'Puta de vida, puta de vida'.
Para o mês que vem nova consulta, quero lá estar, ouvir a médica, fazer perguntas.
I wish I had the balls...
Publicada por
MJL
on terça-feira, 18 de maio de 2010
/
Etiquetas:
Estado de espírito,
Eu,
Irritações
/
Comments: (1)
... para mandar algumas pessoas passear. Mas não, sou educadinha, fico quietinha, à espera da mudança. Arre!!!! para umas coisas sou toda intempestiva, noutras sou um bichano castrado. Isto de ser escorpião com ascendente em balança é uma bela merdinha.
