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O meu primeiro certificado realmente IMPORTANTE :)

As cores e os rapazes

Sendo mãe de 2 rapazes, um de quase 6 e outro de quase 2, comprar roupa engraçada para eles pode ser um desafio.
Todas nós sabemos que as raparigas têm mais opções - das calças aos vestidos. Mas por isso mesmo é um desafio escolher cores, combinações. Sou fã assumida do tradicional azul, vermelho e branco mas há cada vez mais opções.
Quais são as vossas opções em termos de cores para a roupa dos vossos rapazes (filhos -vossos ou de amigos-, sobrinhos, netos, etc.. sim, porque as mães de raparigas também podem ter rapazes na família, certo?)?

E se um conhecido

lhe der uma mordidela na perna?
Ai porra que doeu a sério e agora tá negra.
O meu mai pikeno promete, ó se promete.

Fim-de-semana

Ultimamente, todos os fins-de-semana o P. tem uma festinha de anos. Hoje, para não variar, está numa dessas festinhas. O pai levou-o. Já me ligou, está tudo bem, vão agora fazer uma pizza (que o P. não irá comer, se bem o conheço).
Eu acabei de ver, há pouco, um episódio de Glee e adorei, as vozes são maravilhosas, as canções conhecidas. Um merecido momento de relax.
Entretanto, o J., que resiste às sestas quando o irmão está em casa, está a dormir há mais de hora e meia.
Eu, que tenho de despachar um relatório ainda hoje, para o imprimir amanhã, para uma reunião 2ªf logo cedo, aqui estou a escrever no meu blog, e a pensar: há coisa melhor que esta vidinha?
Haver, haver até deve haver, mas é com esta que quero ficar.

MAS:
daqui a pouco, o J. acorda, rabujento porque não costuma dormir tanto, e quando assim é fica com um feitiozinho lixado, e o P. irrompe pela porta aos pulos e saltos pronto para mais animação e/ou vem amuado porque a festa acabou cedo demais e pronto para mais uma birrita ou duas. Nessa altura (e só nessa altura), retiro a afirmação anterior, ok?

PS: como o J. está a dormir há tanto tempo e já estou farta deste silêncio vou ali ver se está tudo bem com ele, o intercomunicador está ligado mas...

Os putos já deviam nascer a comer o 2º prato... e tenho dito!

Alguém sabe o truque para fazer um menino de 12 meses papar a comidinha que é boa?
Ando doida. Todos os dias, o fim do dia é por mim detestado. Assim que o J. vê o prato da sopa, começa logo a dizer que não com a cabeça. Depois, cospe o pouco que entra, mas cospe TUDO, suja TUDO e eu de cabelos em pé. Nesse momento só me apetece fugir, gritar, atirar com tudo para o chão... nesse momento ninguém pode dirigir-me a palavra, ui, coitado de quem.

Mas ele come, mastiga bem, o espertalhão, o que lhe interessa, bem sabido: bolachas, pão, banana (não as pode nem ver, começa logo a apontar e a saltar), pessego em calda ou ser sem em calda, gelatina, iogurte, papas (estas é só engolir, ok)... mas comer sopa, com sal ou sem sal, carne ou peixe, isso é que não.

Ai socorro, socorro.

E já desabafei. Mas tremo só de pensar como será daqui a umas horas... acho que já me doi a cabeça.

Filho, se continuas assim vais ter de ir ao Tallon quando fores grande, é só o que eu te digo!

1 ANO

Já passou um ano, ou melhor, fará um ano pelas 23h11 que nasceu o meu segundo filho, o meu J.
Nesta foto estão os meus rebentos, aqueles meninos que me fazem sentir que afinal a vida faz sentido. Com eles tudo mudou, eu mudei, a forma como a vida se me apresenta é outra. As minhas prioridades, são as prioridades destes dois (com conta, peso e medida).

Pela casa, pululam gromits, ben-10's, carros, livros, dinossauros. O J. é um bebé diferente do que foi o P.
Beneficia do facto de ser o mano mais novo, convive com a bonecada mais cedo, pula e salta para o irmão, o P. é o seu herói, aquele que ao lado, no carro, a caminho da escolinha, lhe diz 'toma mano, um carrinho para não chorares' . E eu, o que posso fazer? Derreter-me com os dois, porque são únicos.

Há maior felicidade do que esta?

Haja alegria!!!

Hoje pela manhã, no corre corre de despachar as crianças, de me despachar, dar e tomar o pequeno almoço, vou dar com os dois rapazes na cama de grades do mais pequeno.

Ferviam beijos e abraços, gritinhos e gargalhadas, até que o mais velho começa a bater (ao de leve) na cabeça do mais pequeno e a dizer 'Olá!! Está aí alguém????'

Kiss Kiss Kiss

Os beijos. Os beijos encerram um qualquer mistério para o P.
Não pode ver ninguém a beijar-se ou a manisfestar algum sinal de carinho sem que fique com um sorriso encabulado naquela carinha linda, olhinhos para baixo com vergonha.
Ai filho, como já cresceste.
Agora explico-te que é assim que mostramos que gostamos uns dos outros, que é normal e natural. Um dia destes a conversa vai ser mais demorada e complicada :))

Little baby steps

Esta semana comecei a levar aos poucos o J. para o berçário.
Ontem, levei apenas uma hora para que ele conhecesse as pessoas, os amiguitos e o espaço.
Hoje, já fiquei com ele mais tempo e comeu a sopinha.
Até ao fim da semana vai ser assim, aos poucos, sem pressas.
A próxima semana tentarei que se assemelhe ao que vai ser daí para a frente.

O facto de ser 2º filho não minimiza a angustia... voltei a emocionar-me ao levá-lo ontem, portanto, imagino que vão cair lágrimas grossas no 1º dia de trabalho.

Mas vai correr tudo bem. Consola-me saber que o P. poderá sempre visitar o mano no berçário. Dia após dia o P. está cada vez mais meigo com o irmão.

Sou uma mulher de sorte, de muita sorte.

Boa Noite

O R. foi ao futebol e, depois de jantarmos (eu e o P.) com o J. a exigir a minha total atenção, fomos ver um pouquinho do Canal Panda. O P., como não dormiu a sesta, pestanejava com sono ainda não eram 20h30. Insistiu e lá viu uns desenhos animados.

Depois, o ritual do chichi, lavar os dentes (com uma mão lavava-lhe os dentes e como a outra agarrava o J. - incrível o que conseguimos fazer só com uma mão nestas situações), e ler a história "de ir para a cama".

Invariavelmente, após a história "de ir para a cama", repetem-se os beijinhos de boa noite, às vezes um copito com água, e beijinhos e mais beijinhos, os votos de boa noite e eu digo "dorme bem" ou "sonhos cor-de-rosa"... hoje escapou-me um "dorme com os anjinhos" (???)... o P. pensou e disse "e tu dorme com os elefantes, mãe", ao que eu respondi "está bem, filho, boa noite"... ia já a sair do quarto com o J. ao colo quando o P. finaliza "... mas cuidado que eles podem pisar-te!".

:(

Daqui a 1 mês regresso ao trabalho... e assim terão passado 5m.

Bem, apenas me resta aproveitar cada segundo ao máximo e pensar "ainda tenho 1m".

4 Meses

Já passaram 4 meses que um novo bebé chegou e preencheu, ainda mais, a minha vida.

Um segundo filho é diferente porque já existe um primeiro que exige (e merece) a sua atenção.
Um segundo filho é diferente porque nós, como mães, já não somos as mesmas.
Um segundo filho é diferente porque eles são únicos.

Um segundo filho é IGUAL porque desperta de novo todos os instintos de protecção... às vezes não sei quem é mais dependente de quem - se o filho ou a mãe.

Não imagino a minha vida sem eles, sem o trabalho a dobrar, a constante correria... mas é tão bom, tão bom.

Hoje, tive direito a uma sesta com os dois... O J. na cama de grades e o P. nos meus braços.

A sopa, ai a sopa

Não imaginam a birra que o P. fez hoje para comer a sopa ao jantar.

Digo-vos apenas que acabou por comê-la, já depois de ter comido o 2º prato, depois de ter lavado os dentes, de ter feito o chichi e de estar deitado na cama para dormir. Chamou-me e disse que queria a sopa...

Nem sei quantas vezes contei até 10, 20, 30... 100, tudo para não me passar... A sopa, ai a sopa!

Dividir ou Multiplicar?

O P. vai entrar de férias para a semana mas, ultimamente, só tem ido ao infantário 2 dias por semana.

Nesses dias, em que partilho o meu tempo com os meus dois filhos, há momentos de stress (quando tenho de tratar do pequenino e o mais velhinho chama / clama por atenção), de ternura, de alegria e de cansaço (de muito cansaço).

Como gosto de ver o lado bom da vida, penso sempre que estes são momentos irrepetíveis e que eles são a base da nossa ligação mãe/filhos.

Tal como já ouvi dizer uma mãe não se divide quando tem mais do que um filho, uma mãe multiplica-se por eles.

Que silêncio

Neste momento estão os dois a dormir... o silêncio invade todos os cantos desta casa.

Olho para cada um deles e sei que sou uma mulher de sorte.

Vou juntar-me a eles... até que um deles acorde.

:´)

Ser mãe é uma função a tempo inteiro, para toda a vida.
Quando embarcamos nesta viagem, o espaço é infinito e o tempo relativo.

Baixo rendimento...

Hum, felling de mãe: estas mamocas já tiveram mais leite - assim o comprova a porcaria da máquina da ordenha.
Caramba...

Em lenta recuperação

Ontem foi dia de balança: 3060gr.
A recuperação está em curso, lentamente talvez. Próxima pesagem na 6ªf que vem.

A mama é oferecida ao início e depois o suplemento. O J. não bebe muito suplemento, varia e ao arrotar por vezes bolsa... fico sem perceber se fica bem ou não. Mas acaba por adormecer e parece tranquilo, o meu receio é que a minha aversão ao suplemento faça com que eu não lhe dê o suplemento com a calma necessária.
De resto está tudo bem, eu estou mais calma, agradeço todas as palavras de apoio que me têm chegado. Bjs

O parto é o mais fácil

... pois é, o J. nasceu com 3310gr, saimos do Hospital com 3000gr, no dia seguinte (6ªf) foi pesado no Centro de Saúde tinha perdido mais 60gr.
Depois, passada uma semana nova pesagem, uma ligeira recuperação para 3060gr. Hoje fomos pesar e, afinal, perdeu o que tinha ganho, está com 2950gr.
Estratégia: manter a maminha no inicio e depois oferecer o suplemento.

Imaginam o que já chorei? Qual parto qual coisa, o mais difícil é a fase da amamentação... as dúvidas, os receios. E se soubessem como os enfermeiros do Hospital me apoiaram sempre na amamentação... mas não posso permitir que ele perca mais peso. Espero conseguir manter mais uns tempos a mamita.

E agora vou tentar tirar alguma coisa com a bomba e chorar mais um bocadinho...

Desabafo

Tenho saudades do meu filho mais velho.
Isto de ficar com os dois, para já, está a revelar-se algo complicado para mim.
Um tão dependente, mama a toda a hora, sem horários ou sonos estabelecidos não me deixa espaço para ter o P. comigo... tento com esforço manter algumas rotinas (o banho, a história antes de deitar) mas até isso, por vezes, falha.
Espero, meu filho P. que me desculpes... tenho muitas saudades tuas... nossas (e lá vem a lágrima)... ai.