Às vezes


Às vezes acredito que no universo há equilíbrio. Que as coisas acontecem por uma razão que desconhecemos mas que acabam por, no fim, fazer todo o sentido.

Às vezes; não sempre; na verdade, raramente.

Kiss Kiss Kiss

Os beijos. Os beijos encerram um qualquer mistério para o P.
Não pode ver ninguém a beijar-se ou a manisfestar algum sinal de carinho sem que fique com um sorriso encabulado naquela carinha linda, olhinhos para baixo com vergonha.
Ai filho, como já cresceste.
Agora explico-te que é assim que mostramos que gostamos uns dos outros, que é normal e natural. Um dia destes a conversa vai ser mais demorada e complicada :))

#$&"$#"@

Vamos lá a ver a coisa: quer queiram quer não, foi eleito há pouco tempo (100 dias parece-me) o Governo. Um Governo Rosa minoritário.

Depois de, na legislatura anterior, o Governo (da mesma cor mas maioritário) ter batido o pé vezes sem fim que as grandes obras públicas seriam para avançar constatamos, agora que é minoritário, um recuo. Menos mal.

Depois de uma MOROSA discussão para a aprovação do Novo Orçamento de Estado, eis que há acordo e a coisa é viabilizada (segundo ouvi dizer com a abstenção do PSD e do CDS). Acho bem. Eu já deitava Orçamento de Estado pelas orelhas e afins.

Mas, eis que uma voz (que arrasta multidões) levanta-se para lixar este aparente consenso e mostrar, mais uma vez, que no nosso belo país, é cada um por sí e que se f*** o vizinho do lado. A lei das Finanças Locais está a por tudo em polvorosa. O Governo acha que deve manter a actual lei, o líder do PSD Madeira acha que não, que deveria ser reposta a antiga lei. Eu, simples elemento do povo, acho estranho (um bocadinho, só um bocadinho) que de dentro do PSD não haja ninguém (NINGUÉM) que explique a este senhor que assim não dá. E não dá porque se o PSD se bateu tanto pela contenção e por mostrar que as grandes obras públicas seriam um grave erro, agora está do lado do despesista? Não percebo, não percebo NADA!

É por estas e por outras que desconheço a minha cor política. Numas alturas concordo com uns, noutras com outros, mas nunca, NUNCA, consigo encontrar em qualquer um deles consistência nas suas posições. Mudam, flutuam de acordo com interesses que nada têm a ver com o interesse público, com o interesse de todos nós.

E nós, o povo, o povinho, cá andamos impávidos e serenos. Porra!!! Que tal um golpe de Estado à maneira??? Talvez assim tomássemos posição (ou não).

:((

Numa encruzilhada.
Sem saber o que fazer.
Insatisfeita com o rumo que as coisas estão a tomar.
Frustada. Desmotivada. Pronta a desistir.

Cada vez mais penso que só depende de mim, só depende de mim.

DOR

É impossível não pensar no Haiti, no povo do Haiti, nas pessoas que lá estão.

A nossa vida continua com as mesmas rotinas, irritações, alegrias... mas ali, no Haiti, não, tudo mudou, e muda a cada segundo com todas as vidas que se perdem.

O meu coração está lá... infelizmente, não consigo oferecer mais nada àquelas pessoas, ou poderia oferecer mas por inércia não sei como... nestes momentos revolto-me comigo mesma.

Actualização: vou contribuir e acreditar AMI

Mãe querida, mãe querida...

A minha mãe tem estado doente, uma doença silenciosa, não mortal, mas crónica.
Nos últimos anos tenho visto a minha mãe envelhecer, enfraquecer.

Estava a ser acompanhada por uma médica especialista... mas eu não via melhoras, pelo contrário, a coisa arrastava-se. Em cada nova consulta, indefinição, as dosagens dos medicamentos eram reduzidas sem que se tivesse prova que o tratamento estava a resultar.

Há uns meses, dei um murro na mesa e lá fomos ver outra opinião.
Exames, mais exames: confirma-se o diagnóstico inicial e confirma-se que o tratamento em curso era mais do que insuficiente.

Ontem: com melhor cara, com cores de que vende saúde a minha mãe dizia-me "já me sinto bem, animada, com energia... dantes só queria deitar-me, não fazer nada. Olha, ando a comer tão bem, sinto-me muito melhor, a tosse quase desapareceu".

Querem melhor notícia do que esta? Não há! :)))

In love with...


A minha mais recente obsessão musical...


A ouvir em repeat

Palpatine's Dream e Love will tear us apart (dos meus queridos Joy Division)

Assinem o papel, POR FAVOR!!!


Começou o debate no Parlamento sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Começou aquilo a que muitos se referiram como um tema fracturante, um tema de menor importância (ou de nenhuma importância).

Chamem-me o que quiserem mas, para mim, este tema não é fracturante; se o é, é porque alguém considera que o Estado (ou seja, todos nós) pode opinar sobre a esfera privada das nossas relações.

O que me interessa se aquele homem ou aquela mulher dorme com outra pessoa do mesmo sexo? O que fazem na cama? Espero que façam aquilo que lhes dá prazer...

Sobre a adopção, fica por falar, por esclarecer. Ou seja, tratam-se os assuntos pela metade. Falta de coragem.

Novamente, chamem-me o que quiserem. Se concordo com a adopção por casais homossexuais? Sim, concordo.
Concordo, porque existem muitas crianças que crescem e que são educadas por progenitores que vivem em união de facto com pessoas do mesmo sexo; existem, existiram e sempre existirão. E são crianças tão felizes e equilibradas como aquelas que crescem no seio de uma família heterosexual.

O medo, a psicose de que de alguma forma a homossexualidade dos "pais" adoptivos "passa" para as crianças é algo para mim incompreensível. A homossexualidade não é uma doença, não é um vírus...

Como explicam que a maioria dos homossexuais cresceu no seio de famílias heterosexuais?

Cada pessoa é uma Pessoa antes de ser Homem ou Mulher.

E sobre a nudez

Bem, não há dúvida de que o corpo humano é belo (pronto, nem todos...) e que hoje, mais do que nunca, quem pode faz dele uma fonte de rendimentos. Não esqueçamos, também, o tão adorado photoshop que pode transformar a maior besta num modelo invejado por todos.
Nada contra a nudez, pelo contrário... sou a favor de uma sociedade livre e descomplexada. MAS (há sempre um mas), se é para render que seja por uma quantia razoável, não concordam?

Na Playboy nacional, Ruth Marlene e a irmã despem-se, corpos bonitos, fotos arrojadas; farão vender a revista, seguramente (já a vi (a Ruth, não a revista) uma vez de perto e a rapariga não me pareceu assim tão bonita, mas isso já foi há uns anitos, quando eu ainda gozava a noite - agora é mais DORMIR até os miúdos deixarem)... bem, dizia eu, as manas despiram-se. Muito bem, pensei eu, mas quando soube o valor pelo o qual o fizeram... 800€?????

OK, poderão dizer... "ah, se fosse por mais já valia a pena?? Interesseira, capitalista". Desculpem, mas acho que as moças expõem-se por pouco... 800€ gastei eu no outro dia no IKEA para comprar apenas 3 módulos da BESTA, uma secretária, umas cadeiras e outras "coisitas".

Conclusão, eu só o faria (despir-me entendam) por muito, muito mais... sei lá, para mais 2 módulos BESTA (com portas, gavetas e prateleiras, tudo a que tenho direito), uma mesa de cozinha para 10 pessoas, dois sofás, roupa de cama e de casa de banho e alguns artigos de decoração, tudo IKEA para não "explorar" demasiado quem publicasse as fotos (no meu caso, cá para nós, o negócio seria mesmo bom era para mim, que isto depois de 2 filhos está mesmo a precisar de muitos retoques do photoshop) ;)

Alguém interessado??

Tou feita...


Pela boca morre o peixe e é bem verdade.

Depois de muita resistência, depois de ter dito alto e bom som que não gostava, que não faz o meu estilo... eis que COMPREI A MALDITA PULSEIRA DA PANDORA!!!

Tudo porque quero ter algo comigo que represente os meus filhos. E pronto(s), tou feita... acho que vou criar um monstro.

MAS, informo que não gosto das contas de murano... bem, agora digo isso, daqui a uns tempos não sei...

Lá em cima uma foto (muito reles) da Pulseira agarrada ao meu pulso. MALDITA!!!